Estelionatários presos no Rio viajavam pelo país esbanjando dinheiro do crime

A quadrilha de estelionatários de Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, presa no Leblon, na Zona Sul do Rio, viajava o país esbanjando os lucros obtidos por meio de golpes aplicados pela deep web — sites e servidores da internet que não aparecem nas ferramentas de buscas.

Angélica de Jesus Albercht, em um passeio de lancha na Praia do Caixa D’Aço, na cidade de Porto Belo, em Santa Catarina — Foto: Reprodução

Nas redes sociais, os dois homens e duas mulheres ostentavam fotos e vídeos passeando de lanchas em praias e ainda curtindo festas em casas noturnas de São Paulo, Mato Grosso, Pernambuco e Bahia. De acordo com as investigações, os prejuízos com os golpes passam de R$ 1 milhão.

Segundo a delegada Daniela Terra, titular da 14ª DP (Leblon), após adquirir dados bancários das vítimas, o grupo gerava links falsos de pagamentos em cartões de créditos e transferia altas quantias para contas correntes de “laranjas”. Com os valores, eles realizavam compras de bens de luxo, como joias, celulares e perfumes, para revender em perfis no Instagram.

— Podemos concluir, a partir de todas as diligências realizadas e ainda dos depoimentos colhidos no inquérito, que os integrantes desse grupo rodava por diversos estados do país. Como utilizavam os meios virtuais para delinquir, podiam estar em qualquer lugar, mas invariavelmente escolhiam o Rio para se divertir. Com essas prisões, a mensagem que fica é que estamos atentos e aqui definitivamente não é o melhor destino para criminosos.

Tido como o chefe do grupo, Diego Luís Pereyra Ferreira, conhecido como DG, foi o primeiro a chegar no Rio, há cerca de três meses. Ele alugou um apartamento em um condomínio de luxo, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, por cerca de R$ 5 mil mensais, onde vivia com a mulher e o filho. Os comparsas — Willian Teixeira Chicorsky, Fernanda Natalina dos Santos Lima e Angélica de Jesus Albercht — vieram pouco depois e se hospedavam em outro imóvel, nas redondezas.

Diego Luís Pereyra Ferreira, conhecido como DG, foi o primeiro a chegar no Rio, há cerca de três meses

No Rio, os criminosos também ostentavam uma rotina de luxo, com uso de carros e motos importadas, lanchas e jetski. Com eles, foram apreendidos um carro Audi Q3, dez celulares, R$ 4 mil em espécie, uma pistola com a numeração raspada, dois carregadores, além de munição.

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