Goleiro Bruno vai jogar no Acre e divide vizinhos no Rio

O jogador acertou contrato com o Rio Branco (AC); nos últimos meses vinha treinando em Cabo Frio, na Região dos Lagos, litoral do Estado.

Condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio e desde o ano passado cumprindo pena em regime semiaberto, o goleiro Bruno Fernandes foi anunciado como reforço do Rio Branco-AC, onde deve se apresentar nessa sexta-feira (31). A notícia foi recebida com alívio por alguns de seus vizinhos, enquanto outros demonstraram indiferença. Mas houve até quem desejasse melhor sorte para o jogador, entre os moradores do Parque Burle, bairro de Cabo Frio, balneário do Estado do Rio.

É nessa cidade litorânea do Rio que Bruno vem vivendo nos últimos meses, com pouca badalação, ao lado da esposa Ingrid e da filha do casal. Ele praticamente só sai de casa para treinar no campo do América de Cabo Frio. Tem feito isso de segunda a sexta-feira.

Goleiro Bruno vinha mantendo a forma com treinos em Cabo Frio (RJ) e agora está a caminho do Rio Branco-AC
Goleiro Bruno vinha mantendo a forma com treinos em Cabo Frio (RJ) e agora está a caminho do Rio Branco-ACFoto: Reprodução/Instagram / Estadão Conteúdo

“Não é um bom exemplo para os meus filhos”, afirmou R. A., um dos vizinhos de Bruno em Parque Burle. “Cada um segue a sua vida, mas desde a morte de Eliza (em 2010), todos esperam o mínimo dele, que seria um gesto público de arrependimento. Mas nada até agora”, declarou ao Terra, pedindo anonimato por temer alguma represália.

Entre os moradores do mesmo bairro há os que torcem para que Bruno siga para outros cantos do País, mas existe também os que o querem por perto ou que pelo menos não se sentem incomodados com a presença do jogador. “Ele pode ficar sim, vai ser bem tratado. Errou, cometeu um crime e está pagando por isso”, comentou a aposentada M. J.

Segundo relato dela, muitos dos vizinhos do bairro “não estão nem aí” sobre a proximidade com Bruno. “Ele nem aparece na rua, tudo ali na casa dele é no delivery. Então, as pessoas nem falam muito sobre isso. A exceção é quando vem a imprensa, aí desperta a curiosidade.”

Agências

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