Direitos Humanos é só para bandidos? – saiba na coluna de Ana Lúcia Américo

* Ana Lúcia Américo escreve a coluna ‘Dialogando sobre direitos humanos’, toda semana no Folha Morena

Caríssimo (a) leitor (a), depois de iniciarmos uma breve reflexão do que se entende por direitos humanos, se faz necessário conhecer breves conceituações sobre a temática direitos humanos.

Pois bem, ao contrário do que muitas pessoas pensam e verbalizam, os direitos humanos não defende só a determinado segmento (ex. presos, bandidos etc) , mas sim a todos nós seres humanos, pois todos nós nascemos com os nossos direitos humanos, o que realmente  se faz mister é diferenciar o que se coloca como direito e o que se concretiza na prática.

Também é importante apregoar os deveres no contexto, pois se nós temos direitos, o outro também os tem. E infelizmente o que presenciamos em nossa sociedade é que muitos julgam-se no direito de ter direitos, mas esquecem-se dos deveres e do direito do outro, e isto desencadeia uma deturpação dos direitos humanos.

Falar em direitos humanos parte-se do pressuposto que estes são direitos naturais afiançados a todo e qualquer indivíduo, e que devem ser universais, a todas as pessoas de todos os povos e nações, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, nacionalidade ou posicionamento político.

Em um período em que presenciamos tanta violação de direitos, vale destacar que direitos humanos não é só uma questão de exclusão, mas também da invisibilidade social do indivíduo como um todo.

Assim, é de suma importância divulgar e lutar para a concretização destes direitos. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais humana e equânime.

Agradeço pelos e-mails recebidos e a quem acessou o material, abraços fraternos e até a nossa próxima edição, momento em que iremos pontuar mais especificamente sobre a temática.

 “Justiça é consciência, não uma consciência pessoal mas a consciência de toda a humanidade. Aqueles que reconhecem claramente a voz de suas próprias consciências normalmente reconhecem também a voz da justiça.”

Alexander Solzhenitsyn

 

*Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Católica Dom Bosco (1999) e mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Universidade Anhanguera Uniderp (2012). Atualmente atuando como Superintendente da Politica de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho-SEDHAST. Exercendo o mandato de 2015/2016 como Presidente do Conselho Estadual da Pessoa HUmana e Coordenadora do Comitê Estadual de Erradicação de Documentação Básica e Subregistro (2015-2017).