E quando chegar a sua vez, você vai tomar a vacina?

* Ana Lúcia Américo escreve a coluna ‘Dialogando sobre direitos humanos’, exclusivamente para o Folha Morena

Caríssimo(a) leitor(a),

Enfim! O tão esperado 2021 chegou, trazendo consigo expectativas e  novas esperanças, e uma das mais esperadas alternativas para a cura da pandemia – a vacina, esperada por uns e negadas por outros. O mundo torcendo para que diante do caos se vislumbre uma luz no fundo do túnel.

Caríssimo (a) leitor (a), após vivenciar ou melhor sobreviver a 2020, pergunto então a você,  em qual situação  você se identifica  após a disponibilização da vacina, a dos que irão tomar a vacina, ou aos que se recusam em tomar a vacina por não confiarem na sua eficácia?

Segundo Alessandro Siani ,  coordenador na Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, pesquisas evidenciam que notícias falsas se espalham muito mais rapidamente e com maior alcance do que informações verdadeiras. (me lembrando do dito popular, “ noticia ruim chega rápido”).

Nas últimas décadas, as teorias da conspiração e a desinformação corroeram a confiança do público nas vacinas, levando ao ressurgimento de doenças quase erradicadas em muitos países.

De acordo com a orientação baseada em evidências da comunidade científica e médica,  quem faz uso da vacina não está apenas protegendo a si mesmo e seus entes queridos de doenças infecciosas, mas também dando um exemplo no combate à difusão de desinformação.

Chegou o momento de cada um tomar uma decisão, se antes não havia uma alternativa, agora temos uma escolha, que depende de uma decisão que  cabe a cada individuo optar. Então me pergunto até que ponto esta opção resguarda e contribui para a vida do ser humano? Caso uma pessoa opte em não se submeter a vacinação, pois o vírus é contagioso, como fica  direito do outro?

Temos um dilema posto, vacinar ou não vacinar? A vacinação é facultativa, porém a vida também é neste caso? Como iremos lidar com esta situação? Ansiávamos por uma possibilidade de solução e agora muitos não querem vacinar-se, mas ao não aceitar colocamos a vida do outro em risco.

Mesmo com a vacinação em massa, a nossa vida e nossos hábitos não voltarão imediatamente ao normal, e o uso da máscara, cuidados com a higiene e a não aglomeração permanecem como recomendações a serem cumpridas no nosso cotidiano.

Em se tratando de uma situação atípica e inédita, convido você a refletir sobre mote em questão, bem como a proceder algumas dissoluções as seguintes indagações. Com relação as pessoas que se recusam em vacinar-se o que poderia ser feito? Quais direitos da pessoa humana estão sendo violados neste contexto?

Respeitando a opinião e conduta de cada ser humano, penso eu que a história e a ciência demonstram que o ato de vacinar-se é um ato de amor e respeito a si e ao próximo, haja visto que estamos lidando com um vírus de alta complexidade e de amplo contágio.

Para finalizar convido você a deixar a sua contribuição, sugestão ou opinião.

“Age de modo que consideres a humanidade tanto na tua pessoa quanto na de qualquer outro, e sempre como objetivo, nunca como simples meio”.

Immanuel Kant

*Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Católica Dom Bosco (1999) e mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Universidade Anhanguera Uniderp (2012). Atualmente atuando como Superintendente da Politica de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho-SEDHAST. Exercendo o mandato de 2015/2016 como Presidente do Conselho Estadual da Pessoa HUmana e Coordenadora do Comitê Estadual de Erradicação de Documentação Básica e Subregistro (2015-2017).

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