O Janeiro Branco e a saúde mental

* Suellen Santos escreve a coluna “Mente em Dia” para o Folha Morena

“O Janeiro Branco é uma campanha ao estilo da Campanha Outubro Rosa e da Campanha Novembro Azul. O seu objetivo é chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições humanas. Uma humanidade mais saudável pressupõe uma cultura da Saúde Mental no mundo.”

Cuidar da nossa saúde mental é tão importante quanto cuidar da nossa saúde física, porque se as coisas não andam bem em nossa vida emocional, não conseguimos ter qualidade vida, e nem caminhar em direção ao que importa para isto é importante investir em autoconhecimento e através do reconhecimento e aceitação das emoções e sentimentos, onde é preciso entender  que em alguns momentos precisamos pedir ajuda, pois não damos conta de tudo. 

Falar sobre saúde mental, ainda é um desafio, pois enfrentamos a falta de conhecimento e preconceitos com a temática, por que os cuidados com a saúde mental, ainda é interpretado de uma forma negativa, ou seja, quem busca ajuda é “louco”, um estereótipo que temos que superar.

“Para a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OMS), o conceito de saúde vai além da mera ausência de doenças. Na verdade, só é possível ter saúde quando há um completo bem-estar físico, mental e social de uma pessoa. Diversos fatores podem colocar em risco a saúde mental dos indivíduos; entre eles, rápidas mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, exclusão social, estilo de vida não saudável, violência e violação dos direitos humanos”. 

Portanto, a Saúde mental é mais do que a ausência de transtornos mentais, a saúde mental é uma parte integrante da saúde, “na verdade, não há saúde sem saúde mental”.

* Possui graduação em Psicologia pela Universidade Católica Dom Bosco (2012). Especialista em Gestão em Saúde, pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (2016), Especialista em Terapia Cognitivo comportamental, pelo Cognitivo e Fadisma (2019). Trabalhou como Psicóloga Clínica no Hospital Regional de Campo Grande/MS, no Centro de Referência de Assistência Social, para pessoas em situação de vulnerabilidade social, em Residência Inclusiva para pessoas com Deficiência, e que não possuem retaguarda familiar e vínculos familiares. Atualmente trabalho na Secretaria de Estado, Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho, como psicóloga de apoio e acompanhamento às residências inclusivas de Campo Grande, Três Lagoas, Dourados e Casa Abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica. Psicóloga Voluntária na Cruz Vermelha de Campo Grande/MS.

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