O que significou 2020 para você e o que você espera para 2021?

* Ana Lúcia Américo escreve a coluna ‘Dialogando sobre direitos humanos’, exclusivamente para o Folha Morena

Caríssimo(a) leitor(a),

Ao final de 2020 e cá estamos ainda a discorrer sobre os efeitos da pandemia na vida das pessoas. Iniciamos falando sobre a temática e estamos finalizando com o mesmo assunto, porém com alguns conhecimentos e sentimentos diferentes.

Caríssimo (a) leitor (a), após vivenciar ou melhor, sobreviver a 2020, estamos nós ainda tentando entender e conviver com a mudança de hábitos e de comportamento, ocasionados pela pandemia, que por conseguinte nos conduz a repensar o nosso papel neste planeta. Mesmo diante de tantas perdas que o vírus tem causado precisamos também enxergar o lado positivo, como é de praxe em qualquer situação adversa.

Você pode até me perguntar: mas como assim, um vírus que mata e isola, como enxergar algo de bom?  Sim e com certeza para alguns ele foi benéfico, como por exemplo,  pessoas valorizando mais a vida, a saúde, os familiares e amigos, enfim! Valorizando mais o ser em detrimento do ter.  A pandemia trouxe limitações e isolamento, mas também trouxe proximidade entre algumas pessoas. Estamos entendendo que muitos gostam de aglomeração, o que não significa necessariamente que estão próximas e acolhidas, e que mesmo ladeada muitas pessoas  sentem-se sozinhas pois quantidade não é sinônimo de qualidade nos relacionamentos, e que festas (apesar de gostar muito) não é sinônimo de alegria e confraternização.

Com a pandemia muitos pais e mães estão conseguindo olhar mais para os filhos, suas necessidades; muitos filhos valorizando seus pais mediante a possibilidade de perdê-los. Infelizmente, nem todos estão neste patamar de entendimento de unicidade humana, porém, muitos estão aderindo ao espirito de coletividade, de empatia e de solidariedade. É um momento de crescimento espiritual, em que as pessoas estão vivenciando e se sensibilizando com o direito da pessoa humana, talvez numa perspectiva de não se sentir bem e de não compactuar com situações que degradem e violem os direitos da pessoa humana.

Felizmente a vacinação está próxima, o que não significa que nossos hábitos e nossa vida voltará imediatamente ao normal, assim convido você a uma reflexão mediante as seguintes interrogações.

O que 2020 trouxe de positivo para você? Qual aspecto da sua vida foi transformado? Que sentimentos  e valores adormecidos que foram despertados? E por fim em uma palavra sintetize se possível o que significou 2020 para você e o que você espera para 2021.

Com certeza as argumentações serão diversas, pois ninguém tem uma receita pronta que atenda a todos, mas há como extrair um aprendizado do momento pelo qual vivenciamos, o que poderá nos fortalecer enquanto pessoas humanas

Para finalizar convido você a deixar a sua contribuição, sugestão ou opinião.

É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre!

Carlos Drummond de Andrade

*Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Católica Dom Bosco (1999) e mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Universidade Anhanguera Uniderp (2012). Atualmente atuando como Superintendente da Politica de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho-SEDHAST. Exercendo o mandato de 2015/2016 como Presidente do Conselho Estadual da Pessoa HUmana e Coordenadora do Comitê Estadual de Erradicação de Documentação Básica e Subregistro (2015-2017).

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