Outubro Rosa: vamos falar sobre câncer

* Ana Lúcia Américo escreve a coluna ‘Dialogando sobre direitos humanos’, exclusivamente para o Folha Morena

Caríssimo (a) leitor (a),

 

O móbil da nossa conversa de hoje, aborda um assunto que, sobretudo nesse mês, tem destaque nas campanhas publicitárias, o “ Outubro Rosa”, que tem como objetivo disseminar informações sobre o câncer de mama, gerar a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade causada por esta doença.

O câncer não escolhe cor, raça ou condição social, ele tem ceifado a vida de muitas pessoas, fazendo com que diversas crianças fiquem órfãs, causando muito sofrimento a pacientes e familiares, já que a família, muitas vezes, acaba por adoecer vendo a vida de um ente querido minar dia após dia.

Atualmente, a medicina já dispõe de vários aparatos que contribuem para a prevenção e para o tratamento do câncer, porém nem todas as camadas sociais da população possuem acesso à informação ou aos serviços de saúde, momento no qual percebemos que a condição social do indivíduo, interfere diretamente na sua sobrevivência.

Para melhor entender a mencionada campanha, precisamos fazer uma breve retrospectiva ao seu surgimento, ainda na década de 1990, quando se originou o movimento hoje conhecido como Outubro Rosa, com o intuito de estimular a participação da população no controle do câncer de mama.

Segundo dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a partir de 2018, estima-se que cerca de 59.700 novos casos de câncer de mama sejam diagnosticados no Brasil, por ano. O número adverte que a cada 100 mil mulheres, 56 desenvolverão a doença.

Os dados demonstram, ainda, a neoplasia (processo patológico que resulta no desenvolvimento de um neoplasma ou tumor) como a segunda causa que mais agride mulheres em todo o mundo. Assim, a prevenção ainda continua sendo a melhor medida.

Para além de simplesmente gerar dados, o Outubro Rosa propõe-se a garantir às mulheres atendimento, assistência médica e amparo emocional, afiançando prevenção, diagnóstico e tratamento de qualidade.

Mundialmente conhecido, o laço cor-de-rosa é considerado a simbologia da luta contra o câncer de mama. Esta simbologia surgiu nos Estado Unidos na década de 70, e foi utilizado por Lenney Laingen, uma mulher cujo esposo era mantido como refém no Irã. Inicialmente esses laços eram de cor amarela  e ficavam pendurados em algumas árvores, e o objetivo era que o marido voltasse para casa.

A ideia de laços conscientizadores foi disseminada nos anos 90, e era a vez do câncer de mama receber sua própria simbologia. Em 1992, a Estée Lauder Cosmetics, uma empresa de cosméticos, incumbiu-se em espalhar o laço cor-de-rosa mundo afora.

Inicialmente, eram feitos por uma senhora chamada Charlotte Hayley, que os vendia junto com um cartão, com mensagem dizendo que 5% do orçamento anual do Instituto Nacional do Câncer era destinado à prevenção. Seu intuito era persuadir as pessoas a pressionarem o governo a ampliar mais recursos para esta causa, o que acabou chamando a atenção de duas empresárias, que resolveram lançar a campanha dos lacinhos.

Em 1997, uma organização resolveu assumir o símbolo: a Pink Ribbon International. Trata-se de uma organização não governamental, sem fins lucrativos, existentes em mais de 15 países, cujo foco é a luta contra o câncer de mama.

O Outubro Rosa, atualmente, é uma ação mundial e de grande impacto, que leva informação, assistência e amparo às mulheres, de modo a prevenir, tratar e acompanhar cada caso.

As ações ocorrem em vários lugares, onde são realizadas atividades, caminhadas, cursos, além de exames ou assistência médica, destinada à abordagem do câncer de mama.

É importante frisar que temos o outubro rosa para falar do câncer de mama, mas são vários os tipos de câncer que tem dizimado a vida de muitas crianças, idosos, jovens, homens e mulheres. Apesar dos avanços no estudo de diferentes tratamentos, o aumento no número de casos de câncer também tem demandado mais atenção de cientistas e médicos que procuram, incessantemente, descobrir suas causas e possíveis curas.

Caríssimo (a) leitor(a),  convido você a engajar nesta luta que não é  individual, mas sim coletiva, um direito de toda pessoa humana; portanto, se possível, procure conhecer e aderir as campanhas, se integre nas iniciativas e adorne sua saúde com o laço rosa.

Abraços fraternos!

Para combater o câncer, é preciso a colaboração de todos. Faça a sua parte. #Frases#FundaçãodoCâncer #CombateAoCâncer.

 

Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Católica Dom Bosco (1999) e mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Universidade Anhanguera Uniderp (2012). Atualmente atuando como Superintendente da Politica de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho-SEDHAST. Exercendo o mandato de 2015/2016 como Presidente do Conselho Estadual da Pessoa HUmana e Coordenadora do Comitê Estadual de Erradicação de Documentação Básica e Subregistro (2015-2018).