Uma reflexão sobre a mãe e o seus diversos papéis desempenhados

* Ana Lúcia Américo escreve a coluna ‘Dialogando sobre direitos humanos’, exclusivamente para o Folha Morena

Caríssimo (a) leitor(a),

Em meio a toda situação de pandemia instalada em nossa sociedade, estamos comemorando mais um domingo de maio em alusão ao dia das mães. Apesar de sabermos que o dia desta pessoa especial e relevante em nossas vidas são todos os dias. Porém, como forma de homenagear todas as mães a sociedade reservou um dia especial para elas.

A família que nos foi historicamente apresentada, constituída por pai, mãe e filhos, perpassa  por novas composições, como: casais homoafetivos, avós que cuidam e criam netos, mães que geram filhos em barrigas solidárias, pais solteiros, mães sociais. Essa pluralidade nos arranjos familiares fez com que a legislação fosse adequada para garantir os direitos de todas as mães ou figuras que cumpram esse papel.

Portanto, o dia das mães, engloba estes diversos formatos de mães não só a mãe inserida na família nuclear.

Assim, convido você a refletir sobre os diversos papéis desempenhados pelas mães e sua importância em sua caminhada.  Quer seja nas comunidades indígenas, quilombolas, nas comunidades dos morros, nas altas classes  europeias, asiáticas, brasileiras entre outras, com raras exceções esta criaturas realmente são os alicerces do seres humanos, pois cabe a mesma a missão de carregar no ventre e depois zelar pela vida de seus rebentos.

Costumo dizer que genitor e genitora tem a sua relevância na criação e educação de sua prole. Mas, quando assistimos a rebeliões e presenciamos visitas ocorridas no sistema socioeducativo, sistema penitenciários, leitos de hospitais entre outras situações que demandam cuidados e acompanhamento, a figura da mãe está sempre lá presente, acompanhando seu filho (a) independentemente do histórico, o amor fala mais alto.

Vale observar que ser mãe não é só o advento de dar à luz, mas sim da afetividade, as chamadas mães de coração, pessoas que não possuem laços consanguíneos, mas que desempenham este papel com maestria, transmitindo valores, cuidados e acompanhando crianças, e muitas vezes adultos em suas diversas necessidades e etapas de vida.

Mães guerreiras que não desistem de cuidar e amar seus filhos. Mães que são arrimo de família, que precisam trabalhar, cuidar da casa, da educação, do sustento dos filhos, a pessoa que se preocupa com a saúde, com higiene, com as tarefas escolares, que acompanha o primeiro sorriso, o romper do primeiro dente, enfim que cuida para que o direito da pessoa humana seja respeitado em sua integra.  

Ser mãe é algo sublime e desafiador, uma vez que, a sociedade encontra-se em constante movimento, e esta dinâmica requer novos olhares em diferentes contextos históricos, que mesmo diante de tantas transformações muitas mães não tem como delegar algumas responsabilidades e atribuições a outrem, independentemente de sua posição social ou classe econômica.

Você pode se perguntar como comemorar o dia das mães em situação de isolamento, sabendo que muitas mães pertencem ao grupo de risco, talvez este seja o período ideal para repensar e valorizar as pessoas.

Então proponho a  você que se encontra impossibilitado de comemorar esta data com abraços, festas e comidas, que tal comemorar de fora diferente este dia como por meio de uma linda carta externando seus sentimentos e agradecimentos, uma serenata, um telefonema, um vídeo, uma oração, entre outros, são formas de manifestar carinho e gratidão. Amar é desejar ao outro o que há de melhor, é emanar boas vibrações.

É o momento de usar a criatividade, valorizar a vida, o outro, a saúde e agradecer por poder mesmo que a distância comemorar mais um dia alusivo as mães. Afinal amar é um direito humano também.

Somos todas mães adotivas, sejam elas geradoras ou postiças… A verdade é que a mãe biológica dos nossos filhos é a vida.

Paloma Muniz

Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Católica Dom Bosco (1999) e mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Universidade Anhanguera Uniderp (2012). Atualmente atuando como Superintendente da Politica de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho-SEDHAST. Exercendo o mandato de 2015/2016 como Presidente do Conselho Estadual da Pessoa HUmana e Coordenadora do Comitê Estadual de Erradicação de Documentação Básica e Subregistro (2015-2018).

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