Jornalista da Globo é demitida e acusa ex-chefe de assédio

Ellen Ferreira decidiu abrir o jogo sobre sua demissão da Rede Amazônica, afiliada da Globo em Roraima, após 20 dias afastadas por ter contraído a Covid-19. A apresentadora garante que sua dispensa aconteceu após ter denunciado o comportamento de um ex-chefe de jornalismo do canal, Edison Castro.

“Edison Castro é um psicopata que já havia passado pelas redações de Goiás, Maranhão e Tocantins. Homofóbico, racista, gordofóbico. Praticava assédio moral e sexual, deixou toda a equipe doente. Uma moça da TV Anhanguera [Goiás] chegou a tentar se matar por causa dele”, disparou a âncora para a coluna de Leo Dias, da Metrópoles.

Ela, que chegou a apresentar o Jornal Nacional – no rodízio de jornalistas do país todo feito em comemoração dos 50 anos do telejornal – continuou: “Debochava de um repórter que era gay. Chamou o cabelo de uma repórter negra de moita feia”.

“Ele dizia que eu era repugnante, gorda, que me vestia mal. Me ameaçava de demissão constantemente. A fama dele era de o João de Deus da redação. Havia gente que desejava bater nele”, declarou a apresentadora.

Ellen Ferreira revelou ainda que, após se sentir humilhada e ter buscado tratamentos contra ansiedade e depressão, chegou a procurar o próprio Ali Kamel, diretor geral de jornalismo da Globo, para denunciar o caso.

Em nota para o UOL, a emissora carioca declarou: “As afiliadas da Globo comungam dos mesmos princípios editoriais mas são empresas independentes. O diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel, ao receber e-mail da jornalista Ellen Ferreira, entrou imediatamente em contato com o setor de afiliadas para que a queixa fosse transmitida à Rede Amazônica”.

“A Globo reitera que o respeito é um valor fundamental do seu Código de Ética. A empresa repudia qualquer tipo de assédio ou preconceito, que não são tolerados no ambiente de trabalho em nenhuma hipótese. Os esclarecimentos sobre o que ocorreu depois devem ser dados pela afiliada”, completou o comunicado.

A jornalista revelou que no dia 29 de junho, graças às denúncias feitas no Ministério Público do Trabalho e no Sindicato dos Jornalistas, o seu ex-chefe foi desligado do cargo. No entanto, em seguida, ela foi demitida.

“Meu sonho foi interrompido. Eu estava escalada para apresentar o Jornal Nacional mais duas vezes esse ano, mas foi adiado por conta da pandemia. Agora, estou demitida”, desabafou.

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